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Gabriela Montaño: ex-presidenta interina da Bolívia visita NAVE Coletiva e dialoga sobre luta feminista na América Latina

por | set 14, 2023

Foto: Juan Espinoza / Mídia NINJA

Por Juan Espinoza

Há poucos dias tivemos o prazer de receber a visita de Gabriela Montaño na Nave Coletiva, convidada para uma entrevista que em breve será transmitida no canal Campanha De Mulher. Depois de mais de 10 anos consecutivos ocupando altos cargos públicos em seu país, hoje realiza um trabalho independente ligado à pesquisa social e à análise política latino-americana.

Em sua intensa carreira, Gabriela Montaño, nascida na Bolívia, foi senadora (2010-2015) e depois eleita presidente da Câmara de Senadores do Estado Plurinacional da Bolívia (2012 e 2013), o que a levou a exercer a Presidência interina do Estado Plurinacional da Bolívia em três ocasiões. Em 2014, foi eleita deputada pelo Departamento de Santa Cruz e posteriormente empossada como presidente da Câmara dos Deputados da Assembleia Legislativa Plurinacional. Em 2019 foi nomeada Ministra da Saúde.

Ela se declara feminista e anti-imperialista. E assume suas responsabilidades “a partir da oportunidade política oferecida pelo compromisso e pela luta coletiva de milhões de mulheres na história da Bolívia, que até deram suas vidas para ter melhores oportunidades” (Entrevista à SEGIB). Gabriela sustenta, na mesma entrevista, que as transformações devem ser construídas coletivamente como sociedade, já que “o patriarcado também afeta os homens”: “devemos lutar como sociedade para bani-lo, porque afeta o país como um todo e reduz a possibilidade de que o desenvolvimento seja mais equitativo.” Montaño foi uma das principais promotoras da expansão das causas legais do aborto na legislação boliviana.

Da mesma forma, a presidência do órgão legislativo plurinacional promulgou a Lei de Identidade de Gênero, que permite à população transexual e transgênero do país acessar o direito à identidade pessoal, à alteração do seu nome e informações de gênero em todos os seus documentos de identidade, de acordo com sua identidade auto-definida. Esta mudança permite que pessoas transexuais e transgênero exerçam seus direitos fundamentais, como voto, educação, saúde, emprego e habitação, entre outros.

Sua visita à Nave foi uma oportunidade para estreitar uma relação que, como coletivo, mantemos há alguns anos. Através de sua simplicidade, alegria e comprometimento, ela é uma importante aliada no espectro das mulheres políticas latino-americanas.

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