Missão inclui cobertura de conferência internacional para o fim dos combustíveis fósseis e roda de debate sobre comunicação, cultura e clima

A equipe da Floresta Ativista marcou presença na 1ª Conferência Internacional sobre a Transição para Além dos Combustíveis Fósseis, realizada entre os dias 24 e 29 de abril, em Santa Marta. Durante o encontro, além de realizar a cobertura do evento, a rede NINJA e Clímax construíram uma programação paralela ao lado da ClimaInfo e TINTA (The Invisible Thread), com o “Mapa das Palavras: Como narrar a Transição Energética Justa?”, uma roda de conversa que discutiu formas de engajar a sociedade no debate sobre transição energética e combater a desinformação climática.
Em resposta às inquietações surgidas durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que não apresentou metas claras para a redução da dependência de petróleo, gás e carvão, representantes de 56 países do Norte e do Sul Global se reúnem em Santa Marta, no Caribe colombiano em busca de construir caminhos concretos para a transição energética e o fim gradual dos combustíveis fósseis, articulando soluções globais diante da urgência climática.
O time da Floresta Ativista, representado pela editora da Mídia NINJA, Raíssa Galvão, embarcou para a Colômbia com duas missões centrais. A primeira é realizar uma cobertura para o Clímax que vá além das lógicas comerciais, trazendo para o centro do debate as vozes das comunidades diretamente afetadas pelo uso de combustíveis fósseis, além de destacar povos e iniciativas que já constroem soluções concretas para enfrentar a crise climática.
Para Raíssa Galvão, a missão em Santa Marta representa um momento estratégico de atuação da Floresta Ativista. “A missão Clímax Santa Marta é uma oportunidade que temos de acompanhar a primeira conferência de transição energética justa, onde vão acontecer vários debates, uma Cúpula dos Povos e uma conferência de alto nível. Nossa equipe vai estar lá compartilhando tudo pelo @climax.now e narrando o evento para a Floresta Ativista”, afirma.
A conferência está estruturada em três pilares centrais: superar a dependência econômica dos combustíveis fósseis; transformar a oferta e a demanda de energia; e avançar a cooperação internacional e a diplomacia climática. A proposta busca romper com a lógica colonialista e extrativista que marcou ciclos econômicos anteriores, apontando para caminhos mais justos e sustentáveis, dando protagonismo e espaço de fala aos povos tradicionais, comunidades indígenas e populações diretamente afetadas, em busca de construir soluções reais para a crise climática.
Para transformar essas ambições em realidade, o encontro conta com uma programação diversa, que inclui oficinas, debates, trocas e vivências coletivas. Integrar essa agenda é a segunda missão do time da Floresta Ativista, representado pela Mídia NINJA e pelo Clímax Now, que se une à TINTA (The Invisible Thread) e ao ClimaInfo para realizar a roda de conversa “Mapa de las Palabras: cómo narrar la transición energética”. O encontro propõe um debate sobre desinformação climática e as narrativas em torno dos combustíveis fósseis, pensando caminhos, construindo ações em rede e trazendo propostas para o jornalismo e a comunicação climática na região.
A roda de conversa, realizada no dia 25 no Club Siete Olas, reuniu jornalistas, pesquisadores e comunicadores de diversas redes latino-americanas para refletir coletivamente sobre questões centrais: como despertar o interesse da sociedade pela transição energética? Como combater a desinformação climática? E como colocar as vozes mais afetadas no centro da narrativa? A atividade também contou com a presença de convidados indígenas da Colômbia, Peru e Equador, fortalecendo a diversidade de perspectivas e avançando na construção de uma colaboração voltada à tradução e difusão de conteúdos estratégicos produzidos pelas organizações envolvidas.
Em um contexto de crise energética global, evidenciado nos últimos meses por tensões em pontos estratégicos como o Estreito de Ormuz, iniciativas como a 1ª Conferência Internacional de Transição para Fora dos Combustíveis Fósseis reforçam a necessidade de dar visibilidade a articulações transnacionais capazes de enfrentar, para além da burocracia e das formalidades institucionais, os impactos que atingem populações ao redor do mundo.
