Cine NINJA acompanha a 33ª edição do Festival de Cinema de Vitória, um dos principais eventos do audiovisual brasileiro

por | jul 23, 2026

Cobertura destaca a diversidade do cinema nacional e acompanha mais de 90 produções exibidas ao longo da programação gratuita do festival

Foto: Melina Furlan

O Cine NINJA marca presença na cobertura da 33ª edição do Festival de Cinema de Vitória, que acontece entre os dias 18 e 25 de julho, na capital capixaba. Reconhecido como o principal evento do audiovisual do Espírito Santo e um dos mais importantes do cinema brasileiro, o festival reúne mais de 90 produções entre mostras competitivas e sessões especiais, além de homenagens, debates e atividades de formação. Toda a programação é gratuita e será realizada no Sesc Glória e no Hotel Senac Ilha do Boi.

Ao longo da programação, a equipe do Cine NINJA acompanha exibições, debates e encontros que movimentam a cena cinematográfica nacional, registrando os principais momentos do festival e produzindo entrevistas exclusivas com artistas, realizadores, produtores e organizadores. A cobertura propõe ampliar o alcance das discussões promovidas pelo evento e destacar iniciativas que fortalecem o cinema brasileiro e a produção audiovisual independente.

Entre os destaques da cobertura estão entrevistas com Larissa Delboni, diretora executiva do Festival de Cinema de Vitória, que comenta a importância do evento para a difusão do audiovisual brasileiro, e com Mariana Genescá, produtora do documentário “A Fabulosa Máquina do Tempo”, longa que abriu a Mostra Competitiva Nacional de Longas. Ao longo da semana, outras personalidades que integram a programação também participam das entrevistas realizadas pelo Cine NINJA.

Um dos momentos mais marcantes da cobertura foi a entrevista exclusiva com a atriz Camila Morgado, homenageada nacional da 33ª edição do festival. Ao receber o Troféu Vitória, a atriz falou sobre a emoção de ser reconhecida por sua trajetória no cinema e destacou a importância dos personagens femininos que marcaram sua carreira.

“Foi uma mistura de sensações. No começo pensei: ‘Eu só tenho 51 anos, será que vale?’. Depois fui entendendo que era um reconhecimento pelo meu trabalho. Hoje posso dizer que estou muito feliz, radiante. Tive o privilégio de interpretar mulheres que me ensinaram muito ao longo da vida”, afirmou.

Durante a conversa com a jornalista Sé Souza, do Cine NINJA, Camila também refletiu sobre o papel social da arte e a responsabilidade do audiovisual em promover debates sobre temas urgentes da sociedade. Para a atriz, interpretar personagens como Olga Benário, no filme Olga, e Janete, na série Bom Dia, Verônica, contribuiu para ampliar sua própria compreensão sobre os direitos das mulheres e as diferentes formas de violência de gênero.

“A arte tem uma função social. Ela cria pontes de diálogo, desperta reflexão e ajuda a construir senso crítico. Quando começamos a nomear as violências que existem, também começamos a lutar pelos nossos direitos. O cinema tem esse poder de provocar conversas que precisam acontecer”, destacou.

Camila também falou sobre seu novo trabalho, que aborda a exploração sexual infantil na região de fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. Segundo a atriz, levar essas histórias para as telas é uma forma de ampliar o debate público sobre violações que continuam presentes na realidade brasileira e reafirmar o compromisso da arte com a transformação social.

Foto: Nana Moraes

Além de homenagear a atriz Camila Morgado, o 33º Festival de Cinema de Vitória também reconhece a trajetória do cineasta, roteirista e produtor Rodrigo Aragão, referência no cinema de horror brasileiro. A programação reúne um amplo panorama da produção nacional contemporânea, com filmes de diferentes estados e espaço dedicado ao audiovisual capixaba, representado pela exibição de 23 obras locais. 

O evento também contou com mostras competitivas de curtas e longas-metragens, sessões dedicadas ao cinema ambiental, ao cinema negro, ao audiovisual produzido por mulheres, aos videoclipes e ao cinema fantástico, ampliando o diálogo entre diferentes linguagens, territórios e perspectivas do cinema brasileiro. Ao todo, foram recebidas 1.697 inscrições, entre curtas e longas-metragens, marcando o Festival de Cinema de Vitória como uma das principais vitrines para a produção audiovisual independente do país.

A programação ainda reúne debates com realizadores, oficinas e masterclasses voltadas à formação de profissionais do audiovisual, além de sessões especiais com pré-estreias e exibições restauradas. Outro destaque é o compromisso com a acessibilidade, garantindo recursos como Libras, audiodescrição, legendagem descritiva, tradução simultânea nas cerimônias e espaços adaptados para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

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