Projeto de extensão da UFPA se une a Mídia NINJA para realizar a cobertura de uma das maiores festas populares do país

O Arraial do Pavulagem é uma das maiores manifestações culturais da Amazônia. Todos os anos, os tradicionais arrastões ocupam as ruas de Belém com música ao vivo, dança, brincadeiras populares e o emblemático Boi da Pavulagem, reunindo milhares de pessoas em celebração da cultura amazônica. Na edição de 2026, a Casa NINJA Amazônia uniu-se à Revista Cabanos, projeto de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA), para realizar a cobertura colaborativa do evento a partir do segundo arrastão, nos dias 21 e 28 de junho e 5 de julho.
A parceria nasceu da experiência construída durante a cobertura colaborativa da COP30, realizada em Belém no ano anterior, por meio do projeto Floresta Ativista. “Foi uma experiência muito rica. A Cabanos queria fazer a cobertura do Arraial e aplicar a mesma metodologia de cobertura colaborativa que eles haviam vivenciado durante a COP. Então, eles nos procuraram para pedir apoio e uma consultoria sobre como colocar isso em prática”, explicou Raíssa Galvão, editora da Mídia NINJA. A iniciativa abriu espaço para comunicadores, jornalistas, fotógrafos, videomakers e criadores de conteúdo interessados em registrar o Arraial do Pavulagem sob uma perspectiva plural, independente e conectada com o território.
Segundo Mark Maia, editor da Revista Cabanos, a experiência representou um importante processo de formação para a equipe. “A cobertura colaborativa foi um dos primeiros contatos da Cabanos, enquanto mídia alternativa, com esse universo e essas tecnologias de cobertura. Muito do que aplicamos foi fruto do aprendizado construído com a Mídia NINJA. Tivemos reuniões, processo de seleção e uma preparação coletiva antes do trabalho em campo”, afirmou.
Ao todo, 38 colaboradores integraram a cobertura, divididos entre atividades presenciais e remotas. Além de tarefas previamente organizadas, os participantes tiveram autonomia para produzir conteúdos autorais, fortalecendo o caráter formativo e colaborativo da iniciativa. “Foram quatro domingos muito intensos, mas que valeram a pena. Foi uma experiência riquíssima para todos os envolvidos. Cobrir a nossa própria cultura já é algo muito especial, e compartilhar esse processo de aprendizado com outras pessoas tornou tudo ainda mais significativo”, concluiu Mark.
