
O Centro Cultural Candinho, a casa onde nasceu o Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, iniciou o ano com uma programação intensa e diversa. Entre os destaques está o lançamento do projeto Candinho Cultura, uma série de exposições que reúne importantes artistas vascaínos, valorizando a produção artística ligada à identidade local. Dando continuidade à iniciativa, o projeto recebe, no dia 27 de março, às 19h30, a abertura da exposição “Dikran”, ampliando o diálogo e fortalecendo o trabalho de artistas independentes.
O projeto é uma realização do Centro Cultural Candinho em parceria com o Instituto Cultural Cerne, com apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, que tem como objetivo fortalecer a cultura independente no estado. Para além das exposições, a iniciativa também amplia sua atuação ocupando as ruas com atividades culturais e de convivência, reunindo torcedores vascaínos em dias de jogo para acompanhar o time do coração em telões, sempre acompanhados de muito samba e celebração coletiva, reforçando o espaço como ponto de encontro entre arte, cultura e comunidade.
Dríade Aguiar, coordenadora de comunicação do projeto, explica que “a história desse projeto, em específico o Candinho Cultura, nasce da vontade de celebrar esse espaço e a cultura produzida aqui. Existe uma interseção entre cultura e esporte, criando um ambiente de encontro e celebração. É um momento em que conseguimos expor o que essa comunidade está produzindo artisticamente”. Ela ainda reforça que as exposições e as rodas de samba são fundamentais nesse processo,“é a partir dessas iniciativas que seguimos construindo uma comunidade que se vê, se reconhece e se identifica com a sua própria produção artística”.
Na primeira semana de março, no dia 6, a Roda de Samba marcou a abertura da exposição “Estádio Feito de Arte”, do artista João Vinícius, em uma noite que reuniu música, cultura e celebração coletiva. Com muito samba ao lado da Praça da Harmonia, o espaço histórico foi ocupado pela população, que transformou o local em um ponto de convivência, troca e pertencimento, fortalecendo os laços comunitários, reunindo pessoas em torno da cultura, da música e do amor pelo time do coração.
No dia 15, dando continuidade às ações do Candinho Cultura, aconteceu a Feira Autônoma Vascaína, reunindo cultura, economia criativa e a comunidade em uma ocupação vibrante do espaço, criando um ambiente de troca e valorização das produções independentes ligadas ao universo vascaíno. A programação contou ainda com a apresentação do grupo de samba Sambarreira, que animou o público e manteve viva a tradição do samba em um clima de celebração coletiva.
Localizada em um espaço histórico da Pequena África, região fundamental para a preservação da cultura negra brasileira no Rio de Janeiro, a iniciativa também reforça o compromisso com a valorização do território e de sua memória. Dríade destaca que “fazer eventos aqui é valorizar esse espaço, os artistas e a ancestralidade que pulsa nessas ruas. É uma forma de irmos ao encontro da valorização dos locais e da história desse bairro para o Rio de Janeiro como um todo”. Ela conclui ressaltando o impacto contínuo dessas ações para a comunidade: “a cada evento que realizamos, estamos devolvendo um pouco para esse território e fortalecendo um dos espaços mais sagrados da cidade”.
As atividades culturais seguem movimentando o Centro Cultural Candinho, localizado na Rua Sacadura Cabral, 345, na casa histórica onde o Vasco foi fundado em 1898. Com entrada gratuita, o espaço oferece uma programação diversa ao longo do ano, que pode ser acompanhada pelo perfil no Instagram @aquinasceuvasco, onde estão disponíveis informações atualizadas sobre eventos, exposições e atividades abertas ao público.
