
O novo ciclo de formação dos “Aulões pra ELLAs” começa em março com vagas 100% gratuitas e online, voltadas à capacitação de profissionais e ativistas que atuam no atendimento a mães. A programação tem início no dia 26 de março, às 19h, com uma aula da psicóloga Roberta Massot (@psirobertamassot) sobre “Burnout Materno”, tema que aborda os impactos da sobrecarga emocional e mental enfrentada por muitas mães na atualidade.
Em levantamento realizado pela startup KiddlePass, mais de 9% das mães brasileiras apresentam esgotamento grave, e nove em cada dez mães sofrem com burnout parental. Os dados apontam para a recorrência do esgotamento físico e emocional feminino, que se origina em fatores sociais e culturais. Por isso, o tema foi escolhido como a primeira temática das 10 aulas formativas que serão realizadas ao longo de 2026.
O ciclo formativo Aulões pra ELLAs é realizado com o objetivo de fortalecer a capacitação de mulheres que atuam no cuidado, no atendimento e na defesa dos direitos de outras mulheres, oferecendo ferramentas analíticas e práticas para lidar com desafios estruturais que atravessam suas atuações. A iniciativa é voltada especialmente para advogados(as), psicólogos(as), assistentes sociais, lideranças comunitárias, ativistas de direitos humanos, mães e mulheres interessadas nos temas abordados.
As três primeiras aulas do ciclo abordam temas centrais nesse contexto. A abertura trata do burnout materno, evidenciando a sobrecarga e os impactos da divisão desigual do trabalho de cuidado na saúde mental das mulheres. Em seguida, no dia 23 de abril, a jornalista Marília Moreira conduz a aula sobre comunicação feminista, propondo uma análise crítica sobre a reprodução de estereótipos e exclusões de gênero nas narrativas midiáticas. Já no dia 28 de maio, a psicóloga Thaís Carvalho conduz a discussão “Quem cuida de quem cuida?”, voltada ao esgotamento emocional de profissionais que lidam cotidianamente com situações de violência e sofrimento.
A proposta do ciclo é ampliar repertórios técnicos, promover reflexão crítica e fortalecer redes de apoio entre mulheres que atuam em diferentes frentes sociais. Dríade Aguiar, coordenadora do projeto, destaca que “os ciclos de formação que realizamos compartilham saberes de forma aberta e colaborativa há mais de duas décadas. Ao direcionarmos agora essa experiência para o amplo universo das mulheres, seguimos fortalecendo redes de ativismo e cuidado que são fundamentais para a transformação social no país”.
O evento é realizado pela articulação internacional ELLA, em parceria com a CAUSA. A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à formação, ao fortalecimento de redes e à promoção dos direitos das mulheres. O projeto também conta com o apoio do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), com financiamento realizado por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com apoio do Governo Federal.
As inscrições são totalmente gratuitas e podem ser realizadas na seção “Oportunidades” da plataforma rede.florestaativista.org. Após a inscrição, os participantes receberão por e-mail os links de acesso para cada aula. Os encontros serão realizados de forma online e ao vivo, permitindo a participação de pessoas de diferentes regiões, além disso, todas as aulas serão gravadas e posteriormente disponibilizadas para os membros da comunidade ELLA.
Dríade também deixa um convite para as mulheres que desejam participar das formações: “Se você deseja qualificar a forma como acolhe, escuta e atende mulheres em seu cotidiano profissional ou ativista, este é um espaço pensado para ampliar repertórios, trocar experiências e construir caminhos coletivos”.
Sobre a CAUSA
A CAUSA, nasceu em 2022 com o sonho de levar conhecimento jurídico especializado para mulheres. O projeto oferece assistência jurídica e psicológica gratuita para mães que enfrentam desafios legais que impactam suas vidas e as de seus filhos e filhas, como questões de guarda, pensão alimentícia, divórcio e situações de violência doméstica. Além do atendimento jurídico direto, o projeto também atua na capacitação de profissionais, orientação e no esclarecimento de direitos, permitindo que essas mulheres possam tomar decisões mais informadas sobre seus processos.
