
Em um estado marcado pela mineração e por recorrentes violações socioambientais, o CLÍMAX MG reafirma a importância de construir redes vivas, enraizadas nos territórios, capazes de articular memória, identidade, luta e futuro.
O CLÍMAX MG é um processo de articulação estadual que conecta cultura, comunicação e enfrentamento à crise climática em Minas Gerais. A iniciativa reúne Pontos de Cultura, coletivos, comunicadores populares, artistas, ativistas e agentes culturais em torno da defesa dos territórios, da vida e dos modos de existir ameaçados pelas desigualdades socioambientais no estado.
Em 2026, o CLÍMAX MG se projeta ainda mais forte, com a proposta de ampliar sua atuação por meio de uma articulação estadual que prevê ações nas 12 mesorregiões de Minas Gerais. A iniciativa busca promover trocas entre diferentes realidades do estado, conectando experiências locais e construindo estratégias coletivas de resistência, adaptação e convivência com as mudanças climáticas.
O primeiro encontro deste novo ciclo aconteceu em Tiradentes e reuniu agentes culturais, comunicadores populares e Pontos de Cultura de diferentes territórios de Minas Gerais. O espaço foi dedicado à construção coletiva dos próximos passos do projeto, que irá circular por 12 cidades, contemplando as mesorregiões do estado.





Durante o encontro, foram debatidas as conexões entre cultura e crise climática, compreendendo a cultura como ferramenta fundamental de formação, mobilização e defesa dos territórios. As discussões apontaram caminhos para ações que unem cultura, comunicação e clima, fortalecendo processos formativos, a organização comunitária e a produção de narrativas próprias frente aos desafios socioambientais vividos em Minas Gerais.
Clímax MG
Em Minas, o CLÍMAX já construiu experiências importantes no Vale do Jequitinhonha, com ações realizadas em Diamantina e em Couto de Magalhães de Minas. Nessas edições, o processo esteve diretamente ligado à luta contra a mineração de lítio e à denúncia da exploração dos territórios, fortalecendo a organização popular, a comunicação comunitária e a resistência das comunidades locais.
A crise climática é compreendida pelo CLÍMAX MG como um desafio que ultrapassa o campo ambiental, atravessando dimensões sociais, políticas, culturais e econômicas. Por isso, o processo aposta na cultura de base comunitária, nos saberes populares e na comunicação como caminhos centrais para enfrentar injustiças históricas e afirmar o direito das comunidades de permanecer e decidir sobre seus territórios.
